segunda-feira, 9 de novembro de 2009
só comentando uma convenção em cuja autoria nem tenho parte.
A relação do redator (especialmente o publicitário) com as palavras é tão sádica que quando se propõe a melhorar um texto, dá um tapa.
sábado, 24 de outubro de 2009
é a eterna transferência de culpa; tanto melhor quando se refere à uma instância superior.
O paradoxo do brasileiro é o seguinte: cada um de nós isoladamente tem o sentimento e a crença sincera de estar muito acima de tudo isso que aí está. Ninguém aceita, ninguém aguenta mais, nenhum de nós pactua com o mar de lama, o deboche e a vergonha da nossa vida pública e comunitária. O problema é que, ao mesmo tempo, o resultado final de todos nós é exatamente isto que aí está!
declaração de Eduardo Gianetti da Fonseca que encontrei lendo um livro sobre mobilização social.
declaração de Eduardo Gianetti da Fonseca que encontrei lendo um livro sobre mobilização social.
sábado, 10 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
involução

antes, se não me diziam que eu não conseguiria, eu fazia.
agora, se não me dizem que eu consigo, eu não faço.
a covardia cresce em função do tempo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
delírio mode on.
no descomeço era o verbo.
só depois é que veio o delírio do verbo.
o delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: eu escuto a cor dos
passarinhos.
a criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
então se a criança muda a função de um
verbo, ela delira.
e pois.
em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos –
o verbo tem que pegar delírio.
[Manoel de Barros]
só depois é que veio o delírio do verbo.
o delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: eu escuto a cor dos
passarinhos.
a criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
então se a criança muda a função de um
verbo, ela delira.
e pois.
em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos –
o verbo tem que pegar delírio.
[Manoel de Barros]
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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